quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CONHECER PARA PRESERVAR: A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL COMO FERRAMENTA PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL



CONHECER PARA PRESERVAR: A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL COMO FERRAMENTA PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO CULTURAL

LUIS CARLOS DE ARAUJO SOUSA[1]

Resumo
O presente trabalho tem por objetivo tratar acerca da importância da educação patrimonial para a sociedade. Discutimos o conceito de patrimônio cultural e como podemos agir, por intermédio da educação patrimonial para que este patrimônio possa ser preservado. Traçamos também um breve levantamento sobre a cidade de Cabaceiras, retratando um aspecto do patrimônio cultural desta, a partir de encontros no Projovem naquela cidade.  Autores como Teixeira, Oriá, Lemos, entre outros foram de fundamental importância para que pudéssemos tecer esta análise. Neste sentido, buscamos contribuir para asa discussões acerca do patrimônio e da educação patrimonial.  
PALAVRAS-CHAVE: patrimônio cultural; educação patrimonial; preservação

INTRODUÇÃO                                           

            Trabalhar a questão da educação patrimonial nos dias de hoje é muito importante para a nossa sociedade, tendo em vista que vivemos em uma época onde o efêmero, o passageiro fala muito mais forte do que as coisas conhecidas popularmente como “velhas”.
            Vulgarmente, no senso comum, quando se fala em patrimônio histórico e cultural, vem a mente da maioria das pessoas os edifícios velhos e “feios” que se tornam cada vez mais obsoletos, se comparados as novas estruturas arquitetônicas que exibem cada vez mais luxo e glamour.
            Conforme nos fala Teixeira “diante do processo de modernização das cidades, percebe-se a constante desvalorização e desconhecimento com relação ao patrimônio cultural” (TEIXEIRA, 2008). Esta afirmação da supracitada autora vem confirmar o que dizíamos anteriormente, e reforça ainda mais a necessidade de uma educação patrimonial como um meio de conscientizar as pessoas quanto ao patrimônio que a elas pertencem.
            Hoje no Brasil, o órgão responsável por tratar das questões referentes à preservação do patrimônio cultural é o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), órgão este que teve sua origem no SPHAN (Serviço do Patrimonio Histórico e Artístico Nacional), criado como secretaria na gestão e Vargas.
            O SPHAN foi criado com o intuito de preservar o chamado patrimônio histórico e artístico nacional, discussão que a muito já vinha sendo travada no país, sendo que os tais patrimônios estavam voltados mais para as questões dos edifícios, uma vez que
...priorizou-se, assim, o patrimônio edificado e arquitetônico – a chamada pedra e cal – em detrimento de outros bens culturais significativos, mas que por não serem representativos de uma determinada época ou ligados a um fato histórico notável... deixaram de ser preservados e foram relegados ao esquecimento... (ORIÀ, 2003, p 129)
           
Como podemos notar a partir desta citação, a atuação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, servia como um meio para legitimar a ação de determinados grupos tidos como importantes para a sociedade, ou seja, a elite da época, sem contar que o governo se utilizava muito deste órgão para efetivar um sentimento de nacionalismo no povo brasileiro, uma vez que ligava estes bens preservados a fatos importantes para a nação, pelo menos do ponto de vista da elite.
A partir de 1969 o SPHAN passou a ser chamado de IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – como ainda hoje é conhecido, cujo trabalho passou de preservar o patrimônio histórico e artístico para  o patrimônio cultural, termo este mais abrangente e menos excludente que o outro.
 A partir destas discussões, o presente trabalho objetiva-se por trazer um breve estudo sobre patrimônio cultural e educação patrimonial, como esta ajuda a preservar aquele. Pois acreditamos que a educação é a melhor maneira de contribuir com os seres humanos no sentido de sensibilizar, e percebemos a escola, como diz Oriá (2003), com um papel fundamental neste processo, a fim de evitar que nosso patrimônio seja destruído.
Gostaríamos também de propor uma breve análise do município de Cabaceiras – PB, e como que a educação patrimonial pode ajudar a salvaguardar o patrimônio cultural desta cidade, tendo em vista que a mesma apresenta-se com um rico e vasto patrimônio cultural, conhecido, inclusive, nacionalmente. Mas em relação a esta cidade, estaremos pensando apenas, a princípio, no seu centro histórico, uma vez que o espaço deste artigo não é suficiente para dar conta da discussão que abrangesse todo o patrimônio cultural deste município.
Estaremos traçando esta relação entre Cabaceiras e educação patrimonial a partir de uma experiência que tivemos enquanto orientador social no Projovem Adolescente que funciona nesta cidade.

  
MAS AFINAL, O QUE É MESMO PATRIMÔNIO CULTURAL E EDUCAÇÃO PATRIMONIAL?

            A palavra patrimônio deriva do latim – pater – que significa pai, mas também é formada por monium, “que, segundo o direito Romano, relaciona-se ao poder masculino, ao poder pátrio, à herança paterna”(SILY, 2009 p.271). O que nos leva pensar patrimônio como uma herança de um pai, o que os filhos herdam dos pais quando estes morrem.
            O dicionário Aurélio define patrimônio como: 1. Herança paterna, 2. Bens de família, 3. Os bens, materiais ou não, de uma pessoa ou empresa. O que nos ajuda a perceber realmente que patrimônio é algo herdado por alguém, no caso em específico, o patrimônio cultural, são bens que a sociedade de modo geral herda de seus antepassados, bens estes que são a fonte da história e da identidade das pessoas.
            E é interessante como que o termo patrimônio se ampliou ao longo do tempo, no que concerne a questão de preservação claro, uma vez que, por muito tempo o tipo de patrimônio considerado importante e que merecia ser preservado era os chamados de cal e pedra, ou seja edificações, mas não qualquer tipo, só as que tivessem relação com os grandes heróis, e que servissem para legitimar uma identidade nacional.
            Por muito tempo o termo utilizado quanto ao patrimônio que deveria ser salvaguardado era patrimônio histórico e artístico, mas tendo em vista que este termo “restringia-se aos bens materiais, especialmente os bens imóveis, dissociados de seu ambiente original” (ORIÁ, 2009, p.132 ), de uma determinada sociedade, foi aos poucos sendo substituído por patrimônio cultural.
             O pioneiro nas discussões sobre patrimônio cultural foi o professor Hugues de Varine-Boham, ele nos fez encarar esta problemática de forma mais abrangente, segundo comenta Lemos (2004).
            Varine-Boham sugeria que o patrimônio cultural fosse dividido em três grandes categorias de elementos, segundo Lemos estas categorias seriam:
  Primeiramente, os elementos pertencentes à natureza... exemplo, os rios... O segundo grupo refere-se ao conhecimento, às técnicas, ao saber fazer e ao saber fazer. São os elementos não tangíveis do Patrimônio Cultural... O terceiro grupo de elementos é o mais importante de todos porque reúne os chamados bens culturais que englobam toda sorte de coisas, objetos, artefatos e construções obtidas a partir do meio e do saber fazer. (LEMOS, 2004, PP.9,10.)

            A partir desta divisão feita Por Boham, compreendemos que o patrimônio cultural é algo bastante amplo, que englobas bens tanto de ordem natural, quanto de ordem artística e mais cientifica, enfim, diversos conhecimentos, o que nos ajuda a melhor trabalhar com este conceito na atualidade.
            No Brasil o termo patrimônio cultural foi abarcado pela constituição de 1988 a qual define o mesmo como:
Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira [. . .]. (Brasil, 2000, p. 145, apud Sousa)
            Esta citação mostra como que o governo brasileiro entendeu bem, pelo menos na teoria, a questão do patrimônio cultural, pois sendo o Brasil um país com tantos patrimônios, que muitas vezes estavam sumindo, merece toda uma atenção especial.
            Outro aspecto interessante é o fato que toca no que diz respeito a relação entre patrimônio e identidade, uma vez que para ser patrimônio cultural o bem a ser preservado necessita resguardar algo que tenha relação com o povo brasileiro em suas origens.
            Até o presente momento temos discutido a questão do patrimônio cultural a partir de definição e conceitos, mas falta-nos pensar como que este pode ser preservado, qual a melhor maneira para se preservar uma determinada coisa?
            A resposta para esta pergunta, do parágrafo anterior, em nossa opinião, é a educação. A educação é um meio para que consigamos conscientizar as pessoas acerca da situação em que vivem.
            Ora, para preservar o patrimônio cultural a melhor maneira é a educação patrimonial. Para entendermos o que é educação patrimonial vamos recorrer a Oriá, que a define como:
 ...a educação voltada para questões referentes ao patrimônio cultural, que compreende desde a inclusão, nos currículos escolares de todos os níveis de ensino... até a realização de cursos de aperfeiçoamento para educadores e a comunidade em geral... (ORIÁ, opus cit. P. 141)
           
            Sobre educação patrimonial, Teixeira nos diz:
A proposta metodológica da Educação Patrimonial em termos
conceituais foi introduzida no Brasil a partir do 1º Seminário realizado
em Petrópolis no Rio de Janeiro no ano de 1983, balizado por um
trabalho educacional desenvolvido na Inglaterra. (TEIXEIRA, 2008)
           
            É interessante, a partir destas duas citações, traçarmos a importância que a educação patrimonial apresenta enquanto meio para conservação do nosso patrimônio cultural.
             Conforme fala Oriá, a educação patrimonial busca trabalhar a educação patrimonial a partir da inserção desta no currículo escolar, o que realmente pode ser uma solução para que possamos diminuir com a degradação de nosso patrimônio, e através de cursos para educadores e para a comunidade, vemos também uma ótima oportunidade de conscientização.
            Segundo podemos ver neste trecho de Teixeira a proposta de trabalhar com a metodologia da educação patrimonial no Brasil ainda é muito recente, tendo em vista que nosso país já possui mais quinhentos anos.
            Fazer com que alunos, educadores, ou moradores de bairros ruas, etc., percebam o seu local como um patrimônio é de suma importância, só assim poderão preservar, tendo em vista que o ser humano é fadado a valorizar aquilo que lhe pertence de fato.
            No que tange a educação patrimonial no âmbito escolar, Teixeira nos alerta para uma coisa muito importante
         Assim, com relação à escola, podemos destacar que ao longo  dos tempos sua estrutura vem sendo depredada, desvalorizada dia após dia pelos seus próprios beneficiários... Acreditamos que, para a efetivação da Educação Patrimonial no contexto escolar, obrigatoriamente precisamos partir da realidade dos estudantes... (TEIXEIRA, 2008)

        
            Concordamos plenamente com Teixeira nesta sua observação, uma vez que temos na escola um local excelente para trabalharmos a questão da educação patrimonial, e como se referiu a autora devemos realmente partir da realidade do estudante, só assim este estudo e aprendizado torna-se mais prazeroso e com sentido.
            Perceber a escola como uma propriedade sua, identificar sua rua, bairro, cidade, etc. enquanto um patrimônio que precisa e deve ser preservado, é fundamental para o ser humano, isto torna-nos cidadãos de bem, pessoas que podem e devem mudar a forma de ver, e perceber o patrimônio.

O MUNICIPIO DE CABACEIRAS – PB

            Cabaceiras é uma cidade localizada na microrregião do cariri oriental da Paraíba, no chamado cariris velhos, com uma população de pouco mais de cinco mil habitantes, distante cerca de184 km da capital do estado. Foi fundada por volta do ano de 1700 por Pascácio de Oliveira Ledo, sendo emancipada politicamente em 4 de junho de 1835, ocupando na escala de emancipação política o sexto lugar entre os demais municípios da Paraíba.
            Cabaceiras é um lugar riquíssimo no que se refere a patrimônio cultural. Tendo em vista a definição que trabalhamos aqui neste trabalho, poderíamos elencar muitas coisas, mas nosso espaço aqui não permite. Neste caso gostaríamos de expor apenas em um de nossos patrimônios, o centro histórico
            Ora, tendo em vista que o município conta com casarios de estilos coloniais, localizados no centro histórico, que datam de mais de trezentos anos, cabe-nos uma ação de preservação, tendo em vista que os mesmos guardam muito sobre nossa história.
            Dentro do município de cabaceiras existe um decreto lei sancionado no ano 2000 pelo então prefeito do município, Arnaldo Junior, que proíbe qualquer reforma, ou modificação nas fachadas das tais casas, mas infelizmente, este decreto acaba ficando apenas no papel, pois muitas destas casas passaram por transformações completas.
            Pensar como salvaguardar este patrimônio do município torna-se mister para nós que estudamos e para quem gosta de história, eu diria que é muito importante para a cidade de um modo geral, o problema é que a população ainda não se atentou para isto.
            Ai é onde entra o papel da educação patrimonial, como uma ferramenta de preservação, como já falamos anteriormente.
             A partir das discussões que traçamos na sala de aula, nas aulas de Estágio I, pudemos notar como se torna importante trabalhar com educação patrimonial. A partir daí, decidimos trabalhar com os alunos do Projovem Adolescente do município de Cabaceiras, um pouco de nossa história. Infelizmente o nosso espaço de discussão dentro do programa foi pouco, onde pude constatar que poucos jovens sabiam algo sobre a história do município.
            Nós trabalhamos a história do município através de cordéis locais, fazendo um estudo teórico por dois encontros, até que depois fomos para as ruas da cidade, na qual pudemos explicar para os jovens um pouco mais sobre a história de nosso município, tomando como base as fachadas antigas das casas.  
            É muito interessante ver como que estes jovens não tinham nenhuma referencia sobre educação patrimonial, eles não entendiam o porquê de se preservar aquelas fachadas velhas, até por que muitos deles moravam naquelas casas, mas a partir destas breves discussões vimos que alguns voltaram para casa pensando no assunto, enquanto outros, se quer prestaram atenção.
            Mas enfim não os culpo por isso, o que falta é investimento por parte das autoridades constituídas no que concerne a este assunto, como diria Sousa “A tomada de consciência da necessidade de preservação do patrimônio histórico é um fato ainda novo no Brasil” (SOUSA) e Teixeira diz que “...promover a preservação e valorização desses bens culturais, exige grande investimento na área da Educação” (TEIXEIRA, 2008) algo que ainda não é detectado em nosso país, muito menos em um município tão pequeno como Cabaceiras, apesar de existir uma preocupação sim por parte das autoridades em preservar a história da cidade, mas ainda falta muita coisa.
            Talvez uma proposta de educação patrimonial para a população cabaceirense pudesse ajudar neste sentido, mas nosso espaço se restringe até aqui, daqui pra frente não podemos fazer muita coisa sem o aval das autoridades, eles quem devem investir na educação.
            



Referências




CAMPOS, Paulo Sergio Guimarães de Aguiar. Sinopse histórica de Cabaceiras. 2005


FERNANDES, José Ricardo Oriá. Muito antes do SPHAN: a política de patrimônio histórico no Brasil (1838-1937). DISPONIVEL EM: http://culturadigital.br/politicaculturalcasaderuibarbosa/2010/09/23/comunicacoes-individuais-artigos-em-pdf/, acessado em 9/10/11 as 00h42min.


___________. Memória e ensino de história. In...........BITTENCOURT, Circe (Org.). o saber histórica na sala de aula. 8. Ed. – São Paulo: Contexto, 2003 pp 128 a 146.


FUNARI, P.P.A. Os desafios da destruição e conservação do Patrimônio Cultural no Brasil. Trabalhos de Antropologia e Etnologia, Porto, 41, ½, 2001, 23-32. Disponível em: http://www.ufjf.br/maea/files/2009/10/texto1.pdf, acessado em 16/10/11 as 00h56min.


LEMOS, Carlos A. C. o que é patrimônio histórico. – São Paulo: brasiliense, 2004


OLIVEIRA, Almir Félix Batista de.  O IPHAN e o seu papel na construção/ampliação do conceito de patrimônio histórico/cultural no Brasil. Disponível em: http://apps.unochapeco.edu.br/revistas/index.php/rcc/issue/view/64, acessado em 9/10/11 as 00h50minmin.



PACHECO, Ricardo de Aguiar. O ensino de história com base na educação patrimonial e estudo do meio. In....... Cadernos do Ceom – Ano 22, n.31 – Espaço de memória: abordagens e práticas.


SILY, Paulo Rogério Marques. Cidade, memória, patrimônio: potencialidades de formação. In...... Pérez, ET AL. Memórias e Patrimônios: experiências em formação de professores. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2009. PP 269 a 281.


SOUSA, Valfrido Viana de. Espichar e escorar: modernização e preservação na terra do bode (batalha-pi). O que fazer?. Disponível em: http://www.anpuhpi.org.br/congresso/anais/arquivos/valfrido.pdf, acessado em 08/10/11 as 23h38min.




TEIXEIRA, Cláudia Adriana Rocha. a educação patrimonial no ensino de história. 2008 Disponível em: http://www.seer.furg.br/ojs/index.php/biblos/article/view/868,  acessado em, 8/10/11 as 23h00min.
           
           
           















[1] Graduando do sexto período do curso de Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual da Paraíba

domingo, 19 de junho de 2011

OLHA A POSE: UMA BREVE ANÁLISE DO PERÍODO VARGAS A PARTIR DAS FOTOGRAFIAS DOS LIVROS DIDÁTICOS

OLHA A POSE: UMA BREVE ANÁLISE DO PERÍODO VARGAS A PARTIR DAS FOTOGRAFIAS DOS LIVROS DIDÁTICOS


                                                                                                                                 Gildivan Francisco das Neves
Luis Carlos de Araújo Sousa
(Universidade Estadual da Paraíba)
José Luciano de Queiroz Aires*


O presente texto tem por objetivo analisar o uso de novas linguagens para o ensino de história, em especial o uso de algumas fotografias que correspondem ao período do governo de Getúlio Vargas. Para tanto, pretendemos discutir metodologias para a leitura desse conjunto imagético que permeia as práticas de ensino, a fim de utilizar tais fotos no ensino da referida disciplina. Autores como Circe Bittencourt, Thaís Nívia, Hobsbawm, Martins são importantes para que possamos construir a nossa narrativa. Neste sentido buscamos a renovação do ensino de história a partir das imagens, propiciando aos estudantes a ampliação de seus conhecimentos, com aulas mais dinâmicas. Tentaremos contribuir para o desvendar das subjetividades presentes nas fotografias e fazer leituras críticas destas.
PALAVRAS-CHAVE: ensino de história; novas linguagens; fotografias.

Atualmente quando se discute sobre educação, uma dos temas frequentes é o desprezo dos discentes com relação às aulas. Quanto à disciplina história a situação é mais complexa, haja vista que esta adquiriu o status de ser chata, repetitiva e sem nenhuma utilidade prática. O que fazer para atrair o interesse dos alunos para as aulas se coloca como uma questão problemática.
            Tornar uma aula de História atrativa para alunos do ensino fundamental e médio se constitui em um grande desafio, principalmente quando o único material disponível é o livro didático. Para os alunos acostumados no mundo da informática e das mais diversas inovações tecnológicas, parar e ouvir um professor se constitui como uma atitude chata que em nada os interessa.
Ao professor de história cabe planejar aulas que aproximem os alunos da disciplina. Para isto é preciso inovar, utilizar instrumentos que possam despertar a atenção e curiosidade dos alunos. Neste sentido, um dos mecanismos que podem ser utilizados são as novas linguagens. Estas podem ser pensadas como “os diversos recursos e metodologias, atualmente, focos de debates em torno da renovação do ensino de História. São possibilidades de trabalhar com as linguagens iconográficas, sonoras, poéticas, literárias, humorísticas, museográficas, oralidades, dentre outras”. (AIRES, 2008, p.45)
O uso destas novas linguagens é recente. Por muito tempo o único material que o professor dispunha era o livro didático, tido como portador de uma verdade incontestável. As aulas se constituíam assim, em leituras dos capítulos e resoluções de questões óbvias.
 Poderíamos então nos questionar: Por que estas novas linguagens, importantes e úteis para a renovação do ensino de História foram renegadas por tanto tempo? Para responder a este questionamento é preciso que tratemos, de forma mais geral, do debate teórico e metodológico.
No século XIX, influenciada pelos ares modernos que buscavam a racionalidade, o progresso e a cientificidade, a História buscava se legitimar enquanto uma ciência tida como absoluta. É deste momento a Escola Metódica, dita Positivista, que tinha como pressupostos básicos: os documentos eram apenas os registros escritos e reconhecidos pelo Estado; os escritos oficiais continham a verdade dos fatos e era atributo do historiador observar a veracidade do documento. Os metódicos enfatizavam os estudos dos fatos passados, descartando assim, a possibilidade de uma história do presente.
Desta forma, a exclusão das novas linguagens, pode ser pensada como resultado da influência do cientificismo. A restrição do conceito de fontes e documentos impossibilitava que outros materiais fossem utilizados na pesquisa e nas aulas da disciplina em questão. Segundo Aires (2008, p.46), esta noção restrita se constitui em um entrave a estas novas possibilidades de desvendar os caminhos dos homens e mulheres no processo histórico. A fotografia era excluída porque fazia referência a um acontecimento recente, e a Escola Metódica não admitia a possibilidade de uma história que retratasse o presente.
Posteriormente, a Escola dos Annales realizará algumas transformações no fazer do historiador. Dentre suas proposições destacamos a história - problema, a negação de que os documentos portam os fatos, a história total ou global e o alargamento do conceito de fontes. Enfatizaremos o último destes.
Os Annales através do diálogo com outras disciplinas e da idéia de que tudo é passivo de estudo por parte do historiador, perceberam as fontes como tudo aquilo que foi produzido pelos homens e mulheres. Assim, o historiador (...) “usará os documentos não só de arquivos, mas, também um poema, um quadro, um drama, estatísticas, materiais arqueológicos. O historiador tem como tarefa vencer o esquecimento, preencher os silêncios, recuperar as palavras, a expressão vencida pelo tempo”. (REIS, 2000, p.77)
A partir do alargamento das fontes, as possibilidades de pesquisa para o historiador multiplicaram-se. Este passou a trabalhar com os mais diversos recursos: museus, filmes, fotografias, tudo, agora, se constitui em material de pesquisa e estudo. Desta forma, a ampliação do conceito de fontes tornou possível o uso das novas linguagens.
Após situar de forma sintética o debate teórico e metodológico a cerca das novas linguagens, é importante tratar das fotografias, para que posteriormente possamos analisar algumas destas nos livros didáticos, referentes ao Período Vargas.
A fotografia surge no século XIX, no contexto da Revolução Industrial e se constitui como uma possibilidade de inovação na comunicação e no conhecimento. Seu consumo se desenvolve de forma gradual concomitante com o avanço das técnicas fotográficas. Neste sentido Kossoy afirma que,
Essencialmente artesanal, a princípio, esta se viu mais e mais sofisticada a medida que aquele consumo, que ocorria particularmente nos grandes centros europeus e nos Estados Unidos, justificou inversões significativas de capital em pesquisas e na produção de equipamentos e materiais fotossensíveis. A enorme aceitação que a fotografia teve, notadamente a partir da década de 1860, propiciou o surgimento de verdadeiros impérios industriais e comerciais. (KOSSOY, 2001, p.25-26).

 A partir do século XX confirmando sua ampla aceitação, as fotografias começaram a ser utilizadas nos documentos de identidade, nas investigações policiais e no registro dos mais diversos acontecimentos. A fotografia passou a registrar desde um acontecimento mais simples, uma viagem no final de semana, ao mais complexo, um episódio de grande guerra.
No Brasil a fotografia chegou através dos cartões postais que representavam ao mesmo tempo um veículo de comunicação e de entretenimento. Importando o modelo europeu, começaram a circular entre o final do século XIX e início do XX. Despertou o fascínio principalmente das classes mais abastadas e “passaram a ser importadas e colecionadas. Ao mesmo tempo, um novo mercado de trabalho, gráfico, editorial e fotográfico passou a existir no Brasil”. (KOSSOY, 2002, p.65).
As fotografias se constituem em um material de pesquisa riquíssimo para o historiador, e num excelente recurso didático para o professor. Por sua potencialidade, despertou a atenção de estudiosos das mais diversas áreas tais como a Antropologia, a Sociologia, a Semiologia e também da História. 
A presença das imagens fotográficas nas aulas de história não é novidade. Por muito tempo estiveram presentes nos livros didáticos apenas como ilustração, uma espécie de prova ocular de um fato “verdadeiro” que estava registrado. Porém, a fotografia se constitui num material do qual podem ser extraídas muitas informações, cabendo ao historiador e ao professor ao tomá-las como fonte, fazer uso de um método. Neste sentido

(...), o problema central que se apresenta para os professores é o tratamento metodológico que esse acervo iconográfico exige, para que não se limite a ser usado apenas como ilustração para um tema ou como recurso para seduzir um aluno acostumado com a profusão de imagens e sons do mundo audiovisual. (BITTENCOURT, 2004, p.360 – 361)

Ao apresentar uma fotografia do livro didático sem usar um método o professor involuntariamente legitima algum poder que se pretende unificador, haja vista que a história pode ser utilizada “como legitimadora das ações e como cimento da coesão grupal”. (HOBSBAWN, 2006,p.21).
Além de utilizar o método, é necessário desnaturalizar algumas idéias cristalizadas tais como, a associação entre fotografia e reprodução fiel do real. Quando observamos uma imagem iconográfica frequentemente pensamos visualizar a situação da maneira como estava acontecendo em um dado momento. Geralmente nos livros didáticos as imagens fotográficas são utilizadas para comprovar algo. Porém, as fotografias devem ser pensadas como representações do real, e como tais “são sempre determinadas pelos interesses de grupo que as forjam. Daí, para cada caso, o necessário relacionamento dos discursos proferidos com a posição de quem os utiliza”. (CHARTIER, 1990, p.17)
A fotografia resulta de uma construção e como qualquer outro documento histórico, é portador dos interesses do seu idealizador. Muitas fotos são resultado de montagens, poses que visam alterar e maquiar o fato que esta sendo registrado e mesmo, segundo Martins (2008,p.20) nas situações onde os homens e mulheres não podem maquiar-se, isto diz muito sobre o momento e seus personagens.
Decorre deste fato a importância de oferecer um tratamento metodológico as fotografias. Considerado-as como textos, e, portanto, passíveis de interpretação o historiador e professor podem fazer uso da crítica interna e externa das fontes. Neste sentido,

(...), nunca é demais voltar aos velhos ensinamentos em torno da crítica interna e externa das fontes, que todo historiador deve empreender, talvez sem a rigidez modelar, esquemática e classificadora que se pretendeu e se praticou no passado. (...) é certamente fundamental que nunca nos esqueçamos de fazer aos registros históricos, iconográficos ou não, as perguntas que caracterizam o início de todos os nossos trabalhos e de nossas reflexões: Quando?Onde?Quem?Para Quem?Para quê?Por quê?Como? (PAIVA, 2006, p.18)

Cabe destacar, que nem sempre o pesquisador consegue responder a todos estes questionamentos. Mas, este deve tentar preencher ao máximo os silêncios.
Após tratar da teoria e da metodologia que deve ser pensada ao tratar do uso das fotografias na sala de aula analisaremos duas imagens do período Vargas, presentes no livro didático (...). Aplicaremos o método da contextualização, tentando ler estas fotografias como um texto.
Para analisar selecionamos duas imagens que se referem ao Período Vargas, presentes nos livros didáticos de Gilberto Cotrim, História e Consciência do Brasil 2: da independência aos dias atuais (1996) e Mario Schmidt, Nova História Crítica (2002). Gostaríamos de mencionar que não encontramos aspectos biográficos dos fotógrafos. Observando alguns livros didáticos, inclusive em questão, percebemos que muitas das fotografias não trazem os créditos, quando muito, trazem o acervo do qual foram retiradas.
Decidimos optar por analisar imagens respeitando certa ordem temporal. As fotografias que serão estudadas referem-se ao momento do governo Vargas que ficou conhecido como Estado Novo (1937-1945).  Neste sentido, eis a primeira fotografia:

      Figura 1 FONTE: SCHMIDT, 2002, p.150.

            Esta primeira fotografia[1], retirada do livro de Mario Schmidt, retrata uma cena de Getúlio Vargas em Lobato - BA, em 1939. A visita do presidente ocorreu porque nesta localidade havia sido encontrado petróleo. Em seu governo, especialmente no Estado Novo, Getúlio possuía como lema o desenvolvimento para o país. O petróleo representava um instrumento para a modernização.
 Posteriormente, em 1951, quando Vargas retorna ao poder do país através do voto popular ele fundou a PETROBRÁS, uma forte empresa estatal responsável pela extração e refino de petróleo.
Após situar o contexto no qual esta imagem foi produzida, façamos uma leitura desta. Schmidt a utiliza em seu livro para ilustrar um texto que é intitulado “O populismo varguista”, no decorrer do qual mostra como Getúlio se legitima um governante populista. Apresenta que a sua forma de governo, populismo, também foi conhecido como trabalhismo, em referência as leis trabalhistas, a exemplo a CLT, que este aprovara enquanto presidente.
   Na utilização de tal imagem Schmidt chama atenção para a contradição existente na relação entre o governante populista e o povão, no sentido de que ao mesmo tempo em que aparentava amizade, exercia forte controle e manipulava os trabalhadores através das suas propostas de melhoras trabalhistas. Esta situação pode ser compreendida quando levamos em consideração que o governo Vargas era populista e que este pode ser caracterizado pela presença de uma “liderança carismática, a relação direta entre esta e os governados, dispensando instâncias intermediárias”. (FONSECA; MONTEIRO, 2005, p.216)
Porém, concordando com Paiva (2006, p.19), quando afirma que as imagens não se esgotam, tem sempre mais a ser lido, apresentaremos outra interpretação para a imagem. Quando falamos em Vargas logo nos remetemos as leis trabalhistas e ao seu título de “pai dos pobres”. Levando em consideração este fato acreditamos que a fotografia em análise representou uma tentativa de reforçar este ideal. Na imagem Getúlio aparece em meio a alguns trabalhadores e afagando uma criança. Percebemos a tentativa de afirmar um Vargas que se identificava com o povo, que possuía uma relação estreita com estes.
Durante o seu governo Getúlio Vargas quis passar uma imagem de líder “bonzinho” para a população, de pai dos pobres, e para tanto utilizou muito da imprensa e da mídia de um modo geral. O registro fotográfico desta cena se constitui como um instrumento de legitimação na medida em que conforme propõe Kossoy (2002, p.20) esta sempre foi uma poderosa arma para a veiculação de ideologias diferentes, e para a consequente manipulação da opinião pública.
Também sabemos, que “uma foto é sempre produzida com determinada intenção, existem objetivos e há arbitrariedade na captação das imagens” (BITTENCOURT, 2004, p.367). Percebemos a imagem acima como tendo a intencionalidade de apresentar Getúlio como um presidente popular, já que o retrata no meio de trabalhadores pobres, uns aparentemente bestializados com a presença “ilustre” e outros com um ar de aprovação ao presidente.
Poderíamos nos indagar: será que esta fotografia foi retirada por acaso? A partir da análise do contexto no qual ela foi produzida, entendemos que não. Ao contrário, existia toda uma intencionalidade por parte de Vargas em mostrar a população que ele era o “pai dos pobres”. Para a época esta fotografia servia como uma ferramenta eficiente para a afirmação da imagem humilde do presidente. 
Após analisarmos a primeira fotografia, passemos à segunda, apresentada abaixo e retirada do livro de Cotrim.

Figura 2 FONTE: COTRIM, 1996, p. 111.
Esta imagem, utilizada por Cotrim em seu livro didático, faz parte do arquivo do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil[2] (CPDOC). Foi fotografada por Antonio Monteiro (não dispomos de informação sobre a vida deste), em 1942.
Esta imagem foi utilizada no livro didático para ilustrar o texto “A propaganda do Estado Novo”, no qual o autor mostra como eram realizadas as propagandas no governo de Vargas. A fotografia retrata o dia 1° de maio de 1942, dia do trabalhador. Cotrim mostra como as propagandas eram articuladas e produzidas pelo DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – órgão do governo responsável pelas publicações que seriam lançadas na época, fundado em 1941. Funcionava como um instrumento das manifestações culturais controlando o rádio, o cinema, o teatro, enfim, todos os veículos que pudessem servir para contrariar a ordem do governo.
No ano em que a fotografia em análise foi produzida , assim como a primeira, o país estava vivendo no período chamado Estado Novo. Este foi um momento marcado pela repressão, censura no qual o governo tentava manipular a vida de toda a população. Valorizava o trabalho e as idéias de “pobreza honrada, progresso, inventividade, capacidade empreendedora e espírito coletivo aparecem claras em vários textos de propaganda do Estado Novo”. (FONSECA, 2006,p.77-78)
            Na imagem acima percebemos uma tentativa de Getúlio de controlar os grupos operários, querendo implantar o sentimento de orgulho dos trabalhadores em relação ao presidente e de obediência. Um grupo de operários conduz uma foto de Vargas e ao lado um outro de mulheres carrega bandeiras nacionais. Ao fundo uma multidão assiste a homenagem ao presidente, justamente no dia 1° de maio, dia do trabalhador.
Nos questionamos novamente: E aí, foi coincidência? Se observarmos esta fotografia sabendo que foi uma homenagem ao presidente, entendemos que não houve coincidência, pelo contrário, existe por trás desta imagem um forte interesse: exaltar Vargas como o presidente trabalhista, aquele que se preocupa com o povo brasileiro.
A imagem tenta evidenciar como homens, mulheres que haviam ganhado o direito de voto no governo varguista, operários e os mais diversos setores da sociedade apoiavam o presidente.
            É interessante observar, ao fim da analise destas duas fotografias, como as mesmas tentaram passar uma idéia de líder popular, trabalhista e bonzinho. Diante das imagens fica evidente o objetivo do governo Vargas: inculcar na mente da população uma imagem de um governante preocupado com o país.  Para tanto o Estado utiliza-se da fotografia, uma vez que as imagens fotográficas tem um poder de manipulação muito forte “e tal manipulação tem sido possível justamente em função da credibilidade que as imagens têm (sic) junto à massa, para quem, seus conteúdos são aceitos e assimilados como a expressão da verdade. (Kossoy, 2002, p.20)
            As fotografias se constituem em um material rico que deve ser utilizada como fonte para pesquisa e aulas. Para isto basta oferecer um tratamento metodológico adequado e considerar que estas são representações de um fato, muitas vezes resultado de montagens, de poses. Os professores a nível fundamental e médio precisam repensar o uso das fotografias. Esperamos ter contribuído com a nossa narrativa para este debate. Consideramos, porém, que muito ainda está por ser feito. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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CEPDOC (org.). Getúlio Vargas: exposição de fotografias. [catálogo]. Rio de Janeiro: Ed. Fundação Getúlio Vargas, 1983.
CHARTIER, Roger. A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1990.
COTRIM, Gilberto. História e consciência do Brasil, 2: da independência aos dias atuais: 1° grau. – 9. ed. – São Paulo: Saraiva, 1996.
FONSECA, Pedro Cezar Dutra; MONTEIRO, Sérgio Marley Modesto. Credibilidade e populismo no Brasil: a política econômica dos governos Vargas e Goulart. Revista Brasileira de Economia. 2005, vol.59, n.2, pp. 215-243. ISSN 0034-7140.
FONSECA, Thais Nívia de Lima e. História & Ensino de História. – 2.ed., 1reimp.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence. (org.) A Invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.
KOSSOY, Boris. Fotografia & História. - 2. ed.rev. - São Paulo: Ateliê Editorial, 2001.
KOSSOY, Boris. Realidades e Ficções na Trama Fotográfica. 3. ed. São Paulo: Ateliê Editorial: 2002.
MARTINS, José de Souza. Sociologia da Fotografia e da Imagem. São Paulo: Contexto, 2008.
NETO, Martinho Guedes dos Santos. (org.). História Ensinada: linguagens e abordagens para a sala de aula. João Pessoa: Idéia, 2008. 
PAIVA, Eduardo França. História & Imagens. – 2.ed., 1.reimp.- Belo Horizonte: Autêntica, 2006.
REIS, José Carlos. Escola dos Annales: a inovação em história. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
SCHMIDT, Mario. Nova História Crítica. 2. ed.,ver. e atual. – São Paulo: Nova Geração, 2002.




* Orientador. Doutorando pela UFPE. Professor do curso de História no Departamento de História e Geografia da Universidade Estadual da Paraíba.
[1] Schmidt não apresenta o autor da fotografia que será estudada. Destacamos, que embora saibamos da importância de traçar alguns comentários sobre o fotografo, não o fizemos devido a esta lacuna.
[2] O CEPDOC realizou em 1983, em comemoração ao centenário de Getúlio Vargas, uma exposição de fotografias sobre este presidente. Posteriormente as imagens apresentadas, foram organizadas em uma espécie de catálogo que pode ser encontrado no site do órgão. Muitas das imagens utilizadas nos livros didáticos no que se refere a Vargas, foram retiradas deste arquivo.